domingo, 5 de abril de 2009

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Hoje, mais uma vez, eu me odiei.
Por que eu faço tanto mal a você? Por que eu faço tanto mal a mim?
Respostas que nunca chegam, que me fazem calar.
E diante de tal possibilidade me acho sem palavras, me encontro com argumentos vagos entre longos intervalos de tempo.
Talvez pareça loucura, ou apenas seja as confusões de mais uma adolescente, não em crise. Talvez eu esteja um pouco sem fé nessa vida. Vejo tantas pessoas sofrendo e como isso me dói, não sei pra você, mas, Deus, como isso me dói.
Confesso que eu até acredito em você e concordo com o que você me diz. Eu sou mesmo nostálgica, fico remoendo os acontecimentos. E hoje o dia está tão frio.
Às vezes eu queria ser como uma muda, ficar só no canto sem falar nada, eu acho que melhoraria minha situação. O problema mesmo é que nós falamos muita besteira, ah olha o que estou fazendo agora, com certeza você não está entendendo nada.
É tão engraçada a forma como as pessoas demonstram se importar.
Não sei, chego até a pensar que é mentira.

Um comentário:

  1. Talvez eu te doa, também, mesmo que eu nem saiba mais o que é sofrer, mesmo que eu não seja uma dessas pessoas que estão sofrendo, no momento. Que em mim a dor já é algo permanente, e eu nem quero que as pessoas demonstrem se importar, porque a dor é minha, e só eu sei sobre ela. As vezes nem dói, sabes? mas eu penso sentir, fico querendo algo vivo dentro de mim, e o que acaba me restando é só ela.
    E olha só, aqui estou eu escrevendo besteiras também. Não deves te importar, podes até rir e pensar "Deus, como essa menina é louca." Mas é que as vezes eu gosto de escrever pra alguém que não que me conhece, e que pode simplesmente pensar tudo sobre mim, sem saber o que realmente se passa aqui dentro.

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